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'Sonho Grande' - Jorge Paulo Lemann e seu Caminho de Fenomenal Sucesso do Homem Mais Rico do Brasil


O empresário Jorge Paulo Lemann começou sua trajetória
 como sócio de uma corretora de valores, a Garantia 
‘Sonho Grande’, da jornalista Cristiane Correa, é um relato detalhado da trajetória empresarial de um dos homens mais bem-sucedidos do Brasil.

O interessante livro ‘Sonho Grande’, da jornalista Cristiane Correa, conta a história do empreendedor carioca Jorge Paulo Lemann e seus dois fieis escudeiros Beto Sicupira e Marcel Telles. 

A partir de uma corretora de valores, a Garantia, em 1971, partiram para criar um banco de investimentos do mesmo nome que se tornaria o maior do Brasil. A história de aquisições parece mentira: primeiro as Lojas Americanas, grande varejista, em 1982. Em 1989 compram a cervejaria Brahma, a maior do Brasil. Em 1999 compram a rival Antarctica, formando a Ambev, uma gigante das cervejas.

O mercado ficou surpreendido com o governo ter aprovado essa união, que criou um monstro com cerca de 70% do mercado, contra todas as regras de incentivo à competitividade. Em 2004 a Ambev se une à belga Interbrew, formando a Inbev, maior empresa de cervejas do mundo. Em 2008 um passo quase inacreditável: por 52 bilhões de dólares a Inbev compra a Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, a cerveja mais vendida dos Estados Unidos. Essa compra causou escândalo nos EUA, até o presidente Obama pronunciou-se contra a venda de um ícone americano para uma empresa estrangeira, mas numa democracia não havia nada a fazer. A empresa resultante, a AB InBev ficou sendo a maior fabricante do planeta.

Em 2010 o 3G, fundo dos três sócios brasileiros, compra a Burger King, rede americana de “fast food”, por 4 bilhões de dólares. No início do ano em que escrevo, 2013, o mesmo fundo compra por 28 bilhões de dólares a Heinz, mais conhecida por seu principal produto, o molho de tomates Ketchup. Nessa compra entrou como sócio o grande investidor Warren Buffett, provavelmente o empresário mais admirado no mundo dos negócios.

Essa incrível trajetória é contada em detalhes, competentemente, pela jornalista Cristiane Correa, que não contou com a colaboração dos três personagens, mas sim com a de muitas pessoas que conviveram com eles através dos anos. O prefácio é do grande consultor e teórico de administração de empresas Jim Collins, autor de clássicos como “Feitas para durar”, “Good to great” e “How the mighty fall” (não sei se esses últimos foram traduzidos no Brasil). Agora ficamos sabendo que Collins é amigo e admirador de Lemann há mais de 20 anos, em vez de ele ser o guru do empresário parece que este é o guru do professor.

Opinião e Notícia

17 fatos que você (provavelmente) desconhece sobre o homem mais rico do Brasil







Lançado na semana passada, o livro "Sonho Grande" revela os bastidores dos maiores negócios já fechados por Jorge Paulo Lemann e seus dois principais sócios

(SÃO PAULO) – Em menos de uma semana, o livro “Sonho Grande”, da jornalista Cristiane Correa, alcançou o topo do ranking dos livros de não-ficção mais vendidos do Brasil, publicado semanalmente pela revista Veja. A obra conta como o empresário Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil, e seus sócios Marcel Telles e Beto Sicupira construíram um grupo empresarial gigantesco, capaz de construir a maior empresa brasileira em valor de mercado - a Ambev - e de comprar alguns dos maiores ícones dos Estados Unidos - como a Budweiser, o Burger King e a Heinz.
O livro serve principalmente a homens de negócios interessados em aprender mais sobre a cultura de negócios forjada no antigo banco Garantia - e que depois foi imposta a todas as empresas cujo controle foi comprado pelo trio. Como o foco do livro não é a vida dos empresários, mas seus negócios, o texto de Cristiane Correa também ajuda a entender quem é quem no mercado financeiro brasileiro e relata uma série de curiosidades sobre a construção do império. A seguir, o InfoMoney apresenta 17 fatos que pouca gente conhecia sobre Lemann antes da publicação do livro:
1 – Órfão de pai aos 14 anos







Jorge Paulo Lemann: órfão de pai aos 14, aluno malandro, tenista, mergulhador, cardíaco, bilionário e criador da cultura empresarial mais vencedora e copiada do Brasil (Divulgação)
Jorge Paulo Lemann: órfão de pai aos 14, aluno malandro, tenista, mergulhador, cardíaco, bilionário e criador da cultura empresarial mais vencedora e copiada do Brasil (Divulgação)
Pai de Jorge Paulo, Paulo Lemann foi o fundador da fabricante de lácteos Leco (abreviatura de Lemann & Company), que tinha sede em Resende, no Rio de Janeiro. Anos depois, o laticínio foi vendido para Hélio Moreira Salles, irmão de Walter Moreira Salles, fundador do Unibanco. Hoje a empresa é controlada pelo grupo JBS, maior frigorífico de carne bovina do mundo. Paulo Lemann não viveu o suficiente para acompanhar a ascensão do filho. O pai de Jorge Paulo morreu atropelado por um ônibus quando ele tinha apenas 14 anos.
2 – Jeitinho brasileiro em Harvard
Jorge Paulo esteve longe de ser um grande aluno em seu primeiro ano de estudos no curso de Economia em Harvard. Mas, em conversas com ex-alunos e professores, descobriu que as provas e trabalhos eram praticamente repetidos de um ano para o outro e que as provas antigas ficavam arquivadas na biblioteca da universidade. Quando começou a se preparar para as provas estudando as dos anos anteriores, Jorge Paulo passou de aluno problema a queridinho do reitor. Ele conseguiu concluir o curso em apenas três anos – ao invés dos quatro tradicionais.
3 – Bom nas quadras, melhor fora delas
Muita gente sabe que Jorge Paulo foi um grande tenista. Mas foi por muito pouco que ele não se tornou um profissional do esporte ao invés de megaempresário. Jorge Paulo chegou a ser convidado para disputar a equipe da Suíça na Copa Davis e jogou como profissional em Wimbledon e Roland Garros, dois dos quatro torneios mais importantes do mundo. A carreira só não foi adiante porque ele percebeu que dificilmente chegaria a top 10 do mundo.
4 – A primeira falência a gente nunca esquece
A primeira empresa em que Jorge Paulo teve participação societária foi a Invesco, que atuava na concessão de crédito. A empresa quebrou em 1966, quando ele tinha 27 anos. A participação de 2% detida por Jorge Paulo virou pó.
5 – Como caçar um talento
O bilionário sempre foi bastante rigoroso nas contratações. Jorge Paulo costumava dizer que buscava jovens que ele descrevia pela sigla PSD: “poor, smart, deep desire to get rich” – ou em português, “pobres, espertos e com um desejo profundo de ficar rico”.
6 – Clube do bolinha
Nos 30 anos de história do banco Garantia, fundado por Jorge Paulo, cerca de 40 funcionários alcançaram o topo da hierarquia. Nenhum era mulher.
7 – Nepotismo zero
Filhos e esposas dos sócios são proibidos de trabalhar nas empresas controladas pelo trio de empresários. Se alguém se cassasse com outro funcionário no banco Garantia, um dos dois era obrigado a deixar a empresa. Na Ambev, até hoje os filhos de Jorge Paulo, Marcel e Beto só podem atuar como trainees.
8 – Ascensão abaixo do nível do mar
Foi a prática de pesca submarina que criou laços pessoais de amizade entre Jorge Paulo, Marcel e Beto. A piada interna no banco Garantia era de que quem pescava com o chefe tinha mais chances de avançar na carreira.
9 – Perfis distintos
No trato pessoal com os funcionários, “Beto é durão, Marcel é soft e Jorge Paulo é soft, soft, soft”.
10 – Há males que vêm para o bem
Poucos meses após comprar a cervejaria Brahma, o trio de empresários levou um susto ao descobrir que o fundo de pensão da cervejaria tinha um patrimônio de US$ 30 milhões e uma necessidade de US$ 250 milhões para cumprir com o pagamento da aposentadoria dos funcionários. O rombo era equivalente a quase quatro vezes o valor pago pela Brahma. Hoje o trio comenta que foi ótimo não ter feito uma auditoria completa na empresa antes de fechar o negócio. Se soubessem do buraco nas contas, nunca teriam levado o negócio adiante.
11 – Banco não é para cardíacos
Apesar do gosto pelos esportes, da dieta rígida e da distância dos vícios, Jorge Paulo sofreu um enfarte em 1994, aos 54 anos. O susto o fez passar um ano afastado do dia a dia do banco Garantia.
12 – Uma garantia contra o risco Garantia
Após a descoberta de um rombo milionário no Garantia, o trio tentou passar o controle do banco para os sócios mais jovens, que, no entanto, se recusaram a assumir a instituição. Como em caso de quebra de um banco, a legislação brasileira determinava que todo o patrimônio pessoal dos banqueiros fosse usado para cobrir o rombo, o trio, na verdade, tentava proteger empresas como a Brahma e a Lojas Americanas ao colocar a instituição à venda. No final, o Garantia foi comprado pelo Credit Suisse.
13 – De trem e em segurança
Após uma tentativa de sequestro dos filhos, Jorge Paulo e a esposa mudaram sua residência oficial para os arredores de Zurique, na Suíça. Lá, as crianças podem ir de bicicleta para a escola e Jorge Paulo muitas vezes vai trabalhar de trem.
14 – O aluno que virou CEO
No início da carreira, Carlos Brito, atual presidente da ABInbev, pediu uma bolsa a Jorge Paulo para cursar um MBA no exterior. Ao decidir liberar US$ 22 mil para Brito estudar, ele pediu quatro coisas: que o mantivesse informado sobre o andamento dos estudos, que enviasse artigos interessantes que lesse sobre finanças, que também ajudasse alguém a estudar no futuro e que, concluídos os estudos, não aceitasse uma oferta de emprego antes de procurá-lo.
15 – Antes de uma megafusão, uma meganegociação
A fusão da Ambev com a belga Intrebrew consumiu seis meses de negociação e incluiu a participação de advogados de 16 países diferentes. No total, mais de 8.500 e-mails foram trocados entre as partes.
16 – De camelo com FHC
Na época em que a Inbev negociava a compra da Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, o trio de empresários foi surpreendido pelo vazamento da informação, publicada no blog Alphaville, do jornal britânico Financial Times. No final de maio de 2008, Jorge Paulo e sua mulher Susanna viajavam pelo deserto de Gobi, localizado entre o sul da Mongólia e o norte da China. Acompanhavam o casal o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua então mulher, Ruth. Em foto publicada no livro, os quatro aparecem em cima de camelos.
17 – Nada a comemorar?
Quando descobriu que havia ultrapassado Eike Batista e alcançado o topo da lista dos brasileiros mais ricos do mundo, Jorge Paulo não deu a menor bola. Com Sam Walton, fundador do Walmart, ele havia aprendido que listas eram só papel e que na prática nada havia mudado.

INFOMONEY


O que Lemann, Telles e Sicupira aprenderam com a GP

São Paulo – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira são, hoje, reconhecidos por suas aquisições arrojadas, como a recente compra da gigante de alimentos Heinz em parceria com o megainvestidor Warren Buffett, considerada a maior já feita no setor.

O trio teve, porém, uma bela escola para apurar o faro para bons negócios. Trata-se da GP Investimentos, empresa de private equity fundada por eles em 1993. É o que mostra a jornalista Cristiane Correa, no livro “Sonho Grande”, que será lançado na noite desta terça-feira, em São Paulo, pela Editora Sextante.

 Editora-executiva de EXAME até o início de 2012, a jornalista mostra, entre outros episódios, como a GP ensinou duas lições ao trio sobre o melhor tipo de empresa para comprar – e aquelas das quais é melhor manter distância.

 Lição lucrativa

 A primeira lição vem da experiência do trio na aquisição da Booknet, uma livraria virtual fundada pelo empresário Jack London e comprada pela GP Investimentos em meados de 1999. A empresa foi o embrião do site de compras Submarino, que se uniu à Americanas.com no final de 2006 para criar a maior varejista online do Brasil, a B2W.

 A fusão com a Americanas.com marcou a saída da GP do quadro de acionistas da Submarino. O investimento foi considerado um sucesso, já que, segundo Cristiane, o dinheiro investido na antiga Booknet foi multiplicado por 10.

 Ainda assim, a experiência alertou Lemann, Telles e Sicupira para um ponto. “O envolvimento exigido da GP para transformar a aspirante a varejista virtual em uma empresa sólida foi considerado pela gestora de recursos alto demais. A experiência com o Submarino acabou por criar uma regra dentro da GP: investimentos em startups nunca mais”, escreve a jornalista.

 Cara própria

 A segunda lição dos tempos de GP veio da participação no consórcio que arrematou a Telenorte Leste, em 1998, operadora que se tornou, depois, a Telemar e a Oi. Cristiane lembra que os problemas começaram logo cedo. “Com interesses e culturas muito diferentes, o clima entre os sócios da Telemar era, para dizer o mínimo, belicoso. Não raro, as reuniões do conselho de administração se transformavam em verdadeiras batalhas.”

 O ponto é que, dos 20 membros do conselho da Telemar, apenas dois eram da GP, Beto Sicupira e Fersen Lambranho. Mesmo quando Lambranho assumiu a presidência do conselho da operadora, em agosto de 2000, a tentativa de implantar a cultura gerencial da GP na empresa não foi bem-sucedida, já que o private equity detinha menos de 10% da companhia.


 Em 2008, a GP vendeu sua fatia na Telemar e deixou o negócio sem nenhum ganho expressivo. Segundo a autora, se os 350 milhões de reais investidos pela GP na empresa fossem aplicados em renda fixa, o retorno seria maior. “Ficou a segunda lição: nada de tomar parte de negócios em que a GP não tivesse autonomia para estabelecer sua cultura”, escreve Cristiane. Duas lições que Lemann, Telles e Sicupira seguem até hoje.

Exame


8 lições de Jorge Paulo Lemann

Juntamente com seu fundo de investimento 3G Capital, Jorge Paulo Lemann possui diversas empresas no Brasil e no mundo entre elas destacam-se: AB InBev - Maior cervejaria do mundo(O grupo 3G Capital é dono de 25% das ações, o que o faz acionista majoritário), Burger King - 2a maior rede de fast foods do mundo, B2W- Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ingresso.com, Lojas, Americanas, Blockbuster Brasil e H.J. Heinz Company.
Estas são algumas lições que Lemann apresenta àqueles que buscam o sucesso como investidores e/ou empresários:

1. Saia da sua zona de conforto:
Lemann saiu de uma vida confortável em Copacabana para estudar em Harvard, onde os padrões rígidos e rotina não eram nada fáceis. Esta mudança “da água para o vinho” fez com que ele criasse uma nova mentalidade.

2. Desenvolva um pensamento metódico/sistemático:
crie uma mentalidade sistemática. Identifique os problemas e use sua criatividade e experiência para resolvê-lo de maneira eficiente.

3. Tenha sonhos grandes:
“Ter um sonho grande dá o mesmo trabalho que ter um sonho pequeno”.
Jorge Paulo Lemann

4. Escolha as pessoas certas:
procure sempre conviver com pessoas que possuem a mesma mentalidade e ideais que os seus. Esta mentalidade vale também para o momento de encontrar sócios. Se você quer crescer, procure pessoas que também desejem ardentemente crescer.

5. Tenha idéias para o longo prazo:
o pensamento de curto prazo geralmente leva à inconstância e incoerência.

6. Busque o simples:
segundo Lemann, as melhores teorias são as mais simples.

7. Valorize a ética e a meritocracia:
valorize os melhores colaboradores, premiando-os de acordo com seu sucesso.

8. Assuma riscos:
segundo Lemann, esta lição ele aprendeu nas praias pois se não tivesse assumido riscos, nunca teria aprendido à surfar. Deste modo quem quer estabilidade, deve se contentar com as pequenas ondas, divididas com a multidão da praia.

Fontes: 
http://epocanegocios.globo.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Paulo_Lemann
http://exame.abril.com.br/



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